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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nelson Jobim: Um ministro "traíra"

Como foi revelado pelo site Wikileaks, o embaixador dos EUA no Brasil enviou vários emails em que trata do comportamento do ministro Nelson Jobim em relação ao Governo Brasileiro.

Trata-se de uma trairagem por parte do ministro em relação aos seus colegas e ao povo brasileiro.

A presidente Dilma vai manter um "traíra" na Defesa do País?


Veja o que diz a Folha, que tentou, inutilmente, proteger o ministro serrista:

Documento revela que, para EUA, Itamaraty é adversário

Papéis confidenciais citam “inclinação antinorte-americana” por parte do Brasil 

Telegramas divulgados pela ONG WikiLeaks revelam que diplomatas dos EUA consideram Nelson Jobim um aliado

FERNANDO RODRIGUES

DE BRASÍLIA

Telegramas confidenciais de diplomatas dos EUA indicam que o governo daquele país considera o Ministério das Relações Exteriores do Brasil como um adversário que adota uma “inclinação antinorte-americana”.

Esses mesmos documentos mostram que os EUA enxergam o ministro da Defesa, Nelson Jobim, como um aliado em contraposição ao quase inimigo Itamaraty.

Mantido no cargo no governo de Dilma Rousseff, o ministro é elogiado e descrito como “talvez um dos mais confiáveis líderes no Brasil”.

A Folha leu com exclusividade seis telegramas de um lote de 1.947 documentos elaborados pela Embaixada dos EUA em Brasília, sobretudo na última década.

Os despachos foram obtidos pela organização não governamental WikiLeaks. As íntegras desses papéis estarão hoje no site da ONG (cablegate.wikileaks.org/), que também produzirá reportagens em português. A Folha.com divulgará os telegramas completos.

Num dos telegramas, de 25 de janeiro de 2008, o então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, relata aos seus superiores como havia sido um almoço mantido dias antes com Nelson Jobim. Nesse encontro, o ministro brasileiro contribuiu para reforçar a imagem negativa do Itamaraty perante os norte-americanos.

Indagado sobre acordos bilaterais entre os dois países, Jobim citou o então secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães.

Segundo o relato produzido por Clifford Sobel, “Jobim disse que Guimarães “odeia os EUA” e trabalha para criar problemas na relação [entre os dois países].”

Não há nos seis telegramas confidenciais lidos pela Folha nenhuma menção a atos ilícitos nas relações bilaterais Brasil-EUA. São apenas descrições de encontros, almoços e reuniões.

Ao mencionar um acordo bilateral, Clifford Sobel diz que caberá ao presidente Lula decidir entre as posições de um “inusualmente ativo ministro da Defesa interessado em desenvolver laços mais próximos com os EUA e um Ministério das Relações Exteriores firmemente comprometido em manter controle sobre todos os aspectos da política internacional”.

Num telegrama de 13 de março de 2008, Sobel afirma que o Itamaraty trabalhou ativamente para limitar a agenda de uma viagem de Jobim aos EUA.

Ao relatar a visita (de 18 a 21 de março de 2008), os EUA pareciam frustrados: “Embora existam boas perspectivas para melhorar nossa relação na área de defesa com o Brasil, a obstrução do Itamaraty continuará um problema”.

Diplomatas dos EUA relatam terem ouvido do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que o presidente da Bolívia, Evo Morales, sofre de um “grave tumor” na cabeça. Esse despacho confidencial é de 22 de janeiro de 2009.

Redigido pelo então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, o telegrama faz parte de um conjunto de seis documentos aos quais a Folha teve acesso ontem com exclusividade do site WikiLeaks.

Sobel diz ter tomado conhecimento da enfermidade durante uma conversa com Jobim “posterior a uma reunião presidencial de 15 de janeiro, em La Paz” entre Lula e Morales.

Nesse encontro, “o ministro da Defesa do Brasil (protegido) confirmou um rumor anterior que Morales sofre de um grave tumor na região do septo nasal”, escreveu o então embaixador dos EUA.

A colocação da expressão “protegido”, entre parênteses após o nome de Jobim, indica que o diplomata americano pedia reserva em relação à fonte da informação.

“Jobim disse ao embaixador que Lula tinha oferecido a Morales um exame e tratamento em um hospital em São Paulo”, prossegue.

Mas o tratamento teria sido adiado, diz Sobel, porque a Bolívia passava por um delicado momento político. Estava marcado um referendo em 25 de janeiro do ano passado, no qual seria aprovada a nova Constituição do país.

Jobim, que participou do encontro em La Paz, relatou ao diplomata que “o tumor poderia explicar por que Morales demonstrou estar desconcentrado [...] nessa e em outras reuniões recentes”.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vovó Dilma: Nasce o primeiro neto

A candidata do PT cancelou compromissos de campanha para ficar com a filha Paula, que deu à luz na manhã de hoje

Andréia Sadi, do portal IG.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, escolheu o microblog Twitter para declarar a felicidade por ser avó. Ela afirmou, nesta quinta-feira, que está "curtindo" o momento com a filha Paula e o neto Gabriel, que nasceu de parto cesariana, na manhã de hoje, em Porto Alegre (RS).


Foto: Divulgação

A Candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com o neto Gabriel, no dia do nascimento
A assessoria da candidata informou que ela cancelou compromissos em São Paulo e deve ficar com a filha hoje e amanhã. No entanto, não deverá conceder entrevista coletiva hoje.

A campanha petista abriu espaço no site oficial da candidata para rebecer comentários com os parabéns à vovó. A petista agradeceu as manifestações dos internautas postando no Twitter: "Obrigada pelas congratulações pelo nascimento do Gabriel. É um dia de muita alegria. Ser avó é uma dádiva e estou curtindo esse momento."