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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Serra, Coordenador da Privataria Tucana

O livro Privataria Tucana agora em vídeo.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Délio Malheiros, vice na chapa, desmascara Márcio Lacerda

Do novo Jornal

Quatro anos depois, vídeo pode mudar eleição de BH  

Desta vez, não é humor. É o próprio vice de Lacerda, Délio Malheiros, quem o ataca virulentamente, dias antes de ingressar na aliança do PSB

Quatro anos depois, um vídeo na web volta a chamar a atenção e pode ser decisivo na eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte. O novo material, que traz frases nada abonadoras do deputado Délio Malheiros sobre o atual prefeito Marcio Lacerda (apenas cinco dias antes de o parlamentar aceitar ser o companheiro de chapa de Lacerda), foi postado na tarde da última sexta-feira (28/09). Menos de 48 horas depois, já tem quase 40 mil visualizações no Youtube -  é, até o momento, o maior hit da eleição de BH no Youtube. O fenômeno repete o que ocorreu no pleito de 2008, quando imitações do humorista Tom Cavalcante lembrando a “caipirice” do então adversário de Lacerda (o peemedebista Leonardo Quintão) bombaram no Youtube.

O novo vídeo mostra trechos de entrevista coletiva do então pré-candidato do PV à prefeitura, Délio Malheiros em 29 de junho. Cliqu no link abaixo e veja a cobertura que o Minas 247 fez do assunto naquele dia).

http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/67211/

Délio, que é deputado estadual, fazia oposição ferrenha ao atual prefeito Marcio Lacerda. Cinco dias depois, ele desistiu da candidatura e aderiu à chapa pela reeleição, como candidato a vice. O ponto mais polêmico, e que tem gerado mais comentários nas redes sociais, é quando Délio denuncia supostas obras “eleitoreiras” de Lacerda. “Pode escrever aí: semana que vem ele vai fazer um buraco na Praça 7 e falar que começou a sondagem para o metrô”. Coincidência ou não, o tal buraco de fato foi feito em plena campanha eleitoral, acompanhado de uma placa na qual se lê “execução de sondagens”, acompanhada de outra: “O metrô é a solução”. Assista abaixo ao vídeo:



O sucesso do vídeo se dá pela contundência das afirmações do deputado do PV, o que causou espanto a muita gente que não conhecia suas posições políticas antes da adesão a Lacerda. Na época da mudança, Délio alegou à imprensa que estava mudando de lado porque o PT teria abandonado a PBH. “Quem estiver contra o PT, conta comigo”.

Em 2008, no segundo turno envolvendo Lacerda e o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), um vídeo postado inicialmente na internet também roubou a cena. Daquela vez, era uma ficção, mas o resultado foi bombástico: com milhares de visualizações, todos se divertiam com as imitações do humorista Tom Cavalcante, em paródias que lembravam o jeitão caipiria de Quintão e sua suposta falta de propostas para BH (assista aqui). O assunto é polêmico, mas muita gente acredita que os vídeos do humorista foram fundamentais para convencer o eleitorado da capital mineira a votar em Marcio Lacerda.

Não se sabe o real efeito que o vídeo com Délio Malheiros terá sobre o eleitor - se é que terá algum. No campo petista, há certo otimismo com o último Datafolha, que mostrou redução na diferença entre Lacerda e Patrus Ananias, e principalmente com as últimas sondagens internas - uma delas teria mostrado Patrus ligeiramente à frente do candidato à reeleição. As informações são do Minas 247.

Assista também ao vídeo de Tom Cavalcante:





quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Folha tenta manipular eleitor mineiro a favor de Aécio Never

Folha abduz Lula em Minas

Folha substituiu na edição de Minas a foto de Lula-Patrus por duas, de Clint Eastwood e Obama. 


Sugestão da blogueira suja Maria Frô:

Folhice: Folha esconde Lula ao lado de Patrus na versão mineira do jornal



Por: Leonardo Severo, no blog Pensatempo

Mesmo sem querer, a Folha de S.Paulo do último sábado abriu o mês de setembro dando uma inigualável contribuição ao debate sobre a relação liberdade de imprensa e de expressão, estampando a imperiosa necessidade da democratização dos meios de comunicação.

Ao omitir da capa para os (e)leitores de Minas Gerais a foto do presidente Lula ao lado de Patrus Ananias, candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo PT, o jornal da tucanalha paulista dá sequência às suas inconsequências e incontinências.

Para os demais estados, a foto do ex-presidente soltando o verbo caia bem, era notícia que se vende sem maiores contraindicações, já que não impacta diretamente as urnas do aliado alado. Para o povo das Alterosas, a bicada é mais embaixo.

A bem da verdade, conforme denunciou o secretário de Formação da Central Única dos Trabalhadores, José Celestino Lourenço (Tino), que adquiriu no aeroporto as duas edições, a Folha que chegou a Minas Gerais também omitia o texto sobre a participação de Lula e não fazia – obviamente – qualquer referência à candidatura contrária aos interesses do tucanato mineiro.

Assim, livre para voar e invisibilizar, a Folha substituiu na edição de Minas a foto vertical de Lula-Patrus por duas horizontais: de Clint Eastwood com uma cadeira vazia e outra de Obama de costas.

Não é de hoje a reflexão – e a denúncia – de como funciona o balcão de negociatas em que se converteu a distribuição de publicidades oficiais para garantir que as neves reacionárias e cambaleantes sejam degeladas em outras terras. É sempre bom ver para crer. Reforça a compreensão da necessidade do processo de depenagem, agora, das aves de mau agouro. E o compromisso de virarmos a página.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Jornal O Tempo censura texto de colunista sobre Patrus Ananias

Do Vi o Mundo

Jornal mineiro censura coluna de Fátima Oliveira sobre Patrus Ananias

publicado em 10 de julho de 2012 às 13:08

Beagá merece Patrus mais uma vez: o que é bom vale repetir

por Fátima Oliveira

Médica – fatimaoliveira@ig.com.br


Patrus é um prefeito inesquecível no imaginário popular belo-horizontino. É raro o dia em que alguém não fale “No tempo do Patrus”… “Se fosse Patrus o prefeito”… Conversas num pronto-socorro entupido de gente em macas dias e dias a espera de um leito que teima em não aparecer…

O que povo fala sobre Patrus prefeito, do que significou e fez diferença em suas vidas, evidencia que ele “carrega o selo de mito fundador, com poder de convencimento político que ainda arrebata corações e mentes” e também revela um capital político inconteste daquele que foi considerado o melhor gestor do SUS no Brasil, pois reformatou a atenção à saúde em Beagá de tal modo que a incompetência e o descompromisso de alguns que vieram depois não conseguiram destruir os alicerces da atenção à saúde estabelecida na gestão Patrus: o lastro do acesso universal como direito.

Eu disse em “Memória, compromisso e via-crúcis: do ‘Resgate’ ao Samu” que Patrus é pai do Resgate e avô do Samu. “Lembra do ‘Resgate’? Vou contar. É de onde foi parido o Samu 192 (marca Governo Lula, 2003). Lembra de Belo Horizonte sem ‘Resgate’? Nem vale a pena.

Em 1995, o prefeito Patrus Ananias, do alto de sua incomensurável sensatez humanista, entendeu que uma cidade do porte da nossa não poderia prescindir de um serviço público móvel para as urgências médicas e depender apenas do trabalho abnegado do Corpo de Bombeiros. Era convicto que a ressurreição da atenção digna à saúde exigia desatar aquele nó. Foi uma sacada de mestre! E colocou gente para correr atrás, ver experiências mundiais. Não ficou contando tostão por tostão. Decidiu ter uma política assim, custasse o que custasse”. Assim nasceu o Resgate: “ideia pioneira no Brasil, modelo para o Samu 192 em âmbito nacional”. (TEMPO, 02.03.2010).

Escrevi em “Equidade para as duas Beagás: mais para quem precisa de mais” que “Sabemos que ser belo-horizontino é um estado mental” e filosofava: “Nada mais instigante do que as eleições municipais para desencadear em mim o pensar e pensar. Porém, o caráter sui generis de alguns fatos da política mineira desafiam meus neurônios. Que bicho surgirá do cruzamento do ‘jeito petista de governar’ com o ‘choque de gestão’? Como duas vias tão díspares de administrar bens públicos poderão ampliar a cidadania? Quando da escolha de um prefeito ou uma prefeita, o que faz sentido é indagar o que queremos da futura administração da cidade”.  (O TEMPO, em 16.09 2008).

Mas “Aécio e Pimentel queriam apoiar um candidato que aprofundasse a relação entre a prefeitura e o governo estadual. ‘O objetivo era dar um caráter mais técnico e profissional’”, disse em recente entrevista o atual prefeito (O TEMPO, 07.07.2012).  Entenderam agora por que votei nulo? Ai, meus sais! E desde quando ser prefeito é isso?

Escrevi em 2008, mas vale para 2012: “Digo, com esperanças renovadas, que a gestão Patrus demonstrou em palavras e atos que priorizava a busca de soluções para os problemas mais prementes da cidade, em áreas nas quais as políticas sociais fazem a diferença, notadamente na educação, saúde, saneamento básico, habitação e alimentação dignas e saudáveis. Sobretudo, comprometida com as duas Beagás, considerando que o caminho da cidadania implicava em diminuir o fosso que separa uma da outra, adotando a equidade: mais para quem precisa mais”.

A manchete “Patrus Ananias dá novo rumo à eleição em BH” primou pela precisão, pois o que Beagá precisa é de mais uma dose de Patrus. Vale repetir!

NOTA DA AUTORA:

Artigo enviado ao jornal OTEMPO para publicação em minha coluna semanal na página de Opinião às terças, e não publicado!

Às 11:41, de 10/07, encontrei no jornal impresso, no espaço destinado à minha coluna (OPINIÃO, página 20): “A médica Fátima Oliveira deixa de escrever hoje, excepcionalmente, neste espaço”.

Escrevo em O TEMPO, semanalmente, desde 02 de abril de 2002, a minha primeira crônica foi “Muito prazer”;

1. Já tive uma crônica censurada, porém considerei que os argumentos eram pertinentes e protetores, pois realmente escrevi algo que daria um processo que de certeza eu perderia na Justiça: eram opiniões pessoais minhas sobre uma figura forte do governo Aécio, na qual nenhuma pessoa votou, com poder de mando em tudo;

2. Uma crônica foi rejeitada sob o argumento que o jornal tem por princípio não publicar defesas de “luta armada” (eu não sabia, mas respeitei o princípio), a referida crônica originalmente intitulada: “Expropriar bens surrupiados é ato político de justiça de classe” foi publicado no VIOMUNDO: Fátima Oliveira e a campanha insidiosa, em 18.10.2010.

3. Hoje não foi publicada uma crônica na qual declaro voto a Patrus Ananias (Beagá merece Patrus mais uma vez: o que é bom vale repetir), num escrito em que cerca de 90% já foi publicado em O TEMPO em outros artigos que mencionei no texto atual.

*****

Sobre Patrus Ananias e eleições municipais em BH, da autoria de Fátima Oliveira e publicado em O TEMPO:

Eqüidade para as duas Beagás: mais para quem precisa mais  (16.09.2008)

O segundo turno na capital: “Nem mé, nem cabaça” (14.10.2008)

Memória, compromisso e via-crúcis: do “Resgate” ao Samu  (02.03.2010)



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Troca de Favores: Aécio e Anastasia pagam com Recursos Públicos apoio de Jota Quest, Milton Nascimento e Ivete sangalo

Nas Eleições de 2010 as bandas Jota Quest, Skank, O cantor Milton Nascimento fizeram grande camapanha para a reeleição de Anastasia e para a eleição ao senado de Aécio Neves. Parece que agora o Governo de Minas e o Prefeito de BH Márcio Lacerda que obteve apoio nas eleições para a prefeitura em 2008 estão pagando esses favores com recursos públicos.

Veja matéria abaixo que saiu no Portal IG.

Promotoria investiga Jota Quest, Milton Nascimento e Ivete Sangalo

Serão apurados repasses da prefeitura de BH e do governo de Minas. Milton e Jota Quest apoiaram prefeito e governador em eleições

Denise Motta, iG Minas Gerais | 26/10/2011 17:55

A banda Jota Quest, o cantor Milton Nascimento e a cantora Ivete Sangalo receberam dinheiro da prefeitura de Belo Horizonte e do governo de Minas Gerais para shows e projetos culturais, sem licitação.

Agora, esses repasses vão ser investigados pelo Ministério Público. O promotor Eduardo Nepomuceno de Sousa, da Defesa do Patrimônio Público, abriu investigação nesta quarta: "Os temas foram encaminhados para distribuição, nesta Promotoria de Justiça, nesta data, a fim de dar início à investigação", disse ele, em email ao iG.

Flausino e Nascimento apoiaram a eleição do governador Antonio Anastasia (PSDB), no ano passado, e do prefeito Marcio Lacerda (PSB), em 2008. Lacerda e Anastasia são aliados e pertencem ao grupo político do senador Aécio Neves. Ivete não participou da campanha, mas os repasses a ela também serão investigados. A prefeitura disse que não irá se manifestar sobre o assunto, pois ainda não recebeu uma notificação formal sobre a investigação do Ministério Público Estadual.

Nos três casos, eles receberam verbas públicas para shows pagos. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura e o governo do Estado patrocinam a Virada Cultural, mas os shows são gratuitos.



Foto: Divulgação

O Jota Quest e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda,
em julho deste ano: eles entregaram ao prefeito uma placa
comemorativa do aniversário de 15 anos da banda

O Jota Quest, que tem como vocalista Rogério Flausino, recebeu dois repasses da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apenas neste ano. O montante chega a R$ 400 mil, dentro de um edital criado em outubro do ano passado para incentivar eventos de potencial turístico para a capital mineira.

Em 2010, Flausino fez campanha para Aécio e Anastasia
Conforme publicação no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 31 de maio deste ano, a Empresa Municipal de Turismo (Belotur) firmou, sem licitação, com a Própolis Brócolis Produções, contrato para financiar a “Turnê Jota Quest 15 anos”, no valor de R$ 300 mil. A vigência da parceria, conforme a publicação, é de cento e vinte dias, a partir do dia 24 de abril de 2011. A turnê acontece em todo o Brasil, e não apenas em Minas Gerais. Embora o valor de um cachê do Jota Quest não seja público, estima-se que esteja entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por show.

Logo depois que terminou a vigência do primeiro repasse, a banda mineira foi novamente beneficiada. No dia 14 de outubro passado, o diário oficial publicou mais uma vez a concessão de auxílio financeiro para o Jota Quest, desta vez no valor de R$ 100 mil, para a mesma turnê. A parceria também envolve a Brócolis Própolis Produções e tem prazo de vigência de 120 dias. Ninguém da produtora foi localizado para comentar os repasses.

O Jota Quest se apresentou em Belo Horizonte exatamente no dia em que foi publicado no diário oficial o segundo repasse de recursos da Belotur para a banda, 14 de outubro. O valor dos ingressos se esgotaram e variaram de R$ 50 (havendo venda de meia entrada a R$ 25) a R$ 160 reais.

"A banda Jota Quest participou de edital da Belotur, a qual visava divulgar o nome da cidade de Belo Horizonte em todo território nacional, com forte apelo turístico ao evento que ocorre em 24 capitais, cumprindo todas as exigências obrigatórias prevista em lei", informou a assessoria da banda.

Milton Nascimento


Foto: Reprodução

Reprodução do site da mais nova turnê de Milton
Nascimento: patrocínio da Cemig, estatal de Minas, e do
governo do Estado

A mais recente turnê de Milton pelo País conta com R$ 300 mil em recursos patrocinados pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a estatal mineira de energia. Os shows acontecem em diversas partes do País e não são gratuitos.

Além disso, no primeiro semestre deste ano, Anastasia destinou R$ 552 mil para a Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina. O montante representa 29% de recursos do governo mineiro para incentivo de atividades culturais. A associação é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Ocip), cuja meta é divulgar a produção artística do grupo musical Clube da Esquina, do qual Milton fez parte. O cantor não está diretamente ligado à direção da Ocip.

Milton Nascimento, nas eleições de 2010

Já em abril de 2010, poucos meses antes das eleições, Milton foi a principal estrela da inauguração da Cidade Administrativa Tancredo Neves, nova sede do governo mineiro. A inauguração foi um dos últimos atos de Aécio como governador. Ele deixou o cargo para se candidatar, com sucesso, ao Senado.
A assessoria de imprensa do governo do Estado informou que Milton recebeu R$ 60 mil para cantar uma única música, “Coração de Estudante”. Fafá de Belém, que foi musa das Diretas Já, ganhou R$ 25 mil para entoar o hino nacional. Os recursos vieram da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), empresa de economia mista cujo acionista majoritário é o Estado de Minas. “Milton Nascimento é um dos artistas brasileiros que melhor simboliza e traduz o sentimento de mineiridade”, justifica a assessoria do governo de Minas.
Tanto Milton quanto Fafá de Belém foram algumas das principais vozes em apoio aos protestos pela redemocratização do País. Milton Nascimento, inclusive, apoiou Tancredo, avô de Aécio, ao governo de Minas Gerais, em 1982, e à Presidência.
Menos de um mês após a inauguração da Cidade Administrativa, também em maio do ano eleitoral, Milton foi novamente o principal nome de um evento promovido pelo governo estadual. A inauguração do Circuito Cultural Praça da Liberdade reuniu 12 mil pessoas na tradicional praça em frente ao Palácio da Liberdade, a sede do governo substituída no ano passado pela Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. O valor do cachê de Milton não foi revelado, mas o iG apurou que um show dele custa entre R$ 100 mil e R$ 150 mil. Este show foi gratuito a quem participou.

Vídeo da campanha de 2010 em que artistas apoiam PSDB de MG 

O governo informou que empresas privadas bancaram o show, mas nem as empresas nem o governo informaram se os recursos foram obtidos com a lei de incentivo à cultura de Minas. Além de Milton, outro apoiador eleitoral de Anastasia participou do evento, o vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino.
O iG procurou o governo do Estado e a assessoria de Milton.Segundo a assessoria de Milton. “Milton apenas participou de um vídeo da última campanha, não tem nada a ver com apoio eterno e permanente. A relação deles é somente cordial, e não tem nada a ver com política”, respondeu a assessoria de comunicação do cantor. O governo de Minas e as estatais justificam a presença dele nos shows porque Milton é um dos artistas que melhor representam o Estado. Eles ainda não comentaram a investigação do Ministério Público.
Ivete Sangalo
De acordo com informações da PBH, no primeiro edital para repasse de recursos a eventos com potencial turístico foram aprovados 14 projetos, no segundo 27 e no terceiro 31. Entre os últimos projetos aprovados destaca-se também a turnê “Ivete Sangalo no Madison Square Garden”.


Foto: Photo Rio News

Ivete Sangalo, durante o Rock in Rio

Os valores para a baiana Ivete, por enquanto, não foram publicados no diário oficial. A cantora baiana se apresentou com esta turnê em Belo Horizonte no último dia 22, em comemoração ao aniversário de 20 anos de um shopping na região norte da capital. O ingresso mais barato custava R$ 55, sendo meia entrada para pista. O mais caro saiu por R$ 270, em camarote com bebidas liberadas.

A concessão de auxílio financeiro para eventos em Belo Horizonte foi regulamentada pelo Decreto Municipal 14.142, publicado no DOM no dia 5 de outubro de 2010. Ele diz que deverá ser repassado à prefeitura ingressos a serem distribuídos gratuitamente, em quantidade equivalente ao montante de recursos repassados. Para o projeto ser aprovado, a PBH leva em consideração uma série de fatores, entre eles fortalecimento da imagem do município, impacto na rede hoteleira, relevância e singularidade, além de valorização cultural da cidade. A escolha é feita por uma comissão e dispensa licitação, o que está previsto em lei. Neste ano foram destinados R$ 3 milhões, de acordo com a prefeitura.

O repasse de dinheiro público de Belo Horizonte para a baiana Ivete já havia chamado a atenção do Ministério Público em 2009, que instaurou um inquérito envolvendo o então diretor da Belotur Júlio Pires. Para o evento “Axé Brasil”, que teve ingressos vendidos de R$ 30 a R$ 600, a prefeitura da capital destinou R$ 453 mil. Além de Ivete, os recursos foram destinados ao show da Banda Chiclete com Banana.
O promotor de Defesa do Patrimônio Público Eduardo Nepomuceno considerou o repasse “ilegal e imoral” e pede em processo judicial ressarcimento público. A ação em fase final pode ser julgada ainda neste ano. O iG procurou a assessoria de Ivete, mas ainda não obteve resposta.