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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Délio Malheiros, vice na chapa, desmascara Márcio Lacerda

Do novo Jornal

Quatro anos depois, vídeo pode mudar eleição de BH  

Desta vez, não é humor. É o próprio vice de Lacerda, Délio Malheiros, quem o ataca virulentamente, dias antes de ingressar na aliança do PSB

Quatro anos depois, um vídeo na web volta a chamar a atenção e pode ser decisivo na eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte. O novo material, que traz frases nada abonadoras do deputado Délio Malheiros sobre o atual prefeito Marcio Lacerda (apenas cinco dias antes de o parlamentar aceitar ser o companheiro de chapa de Lacerda), foi postado na tarde da última sexta-feira (28/09). Menos de 48 horas depois, já tem quase 40 mil visualizações no Youtube -  é, até o momento, o maior hit da eleição de BH no Youtube. O fenômeno repete o que ocorreu no pleito de 2008, quando imitações do humorista Tom Cavalcante lembrando a “caipirice” do então adversário de Lacerda (o peemedebista Leonardo Quintão) bombaram no Youtube.

O novo vídeo mostra trechos de entrevista coletiva do então pré-candidato do PV à prefeitura, Délio Malheiros em 29 de junho. Cliqu no link abaixo e veja a cobertura que o Minas 247 fez do assunto naquele dia).

http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/67211/

Délio, que é deputado estadual, fazia oposição ferrenha ao atual prefeito Marcio Lacerda. Cinco dias depois, ele desistiu da candidatura e aderiu à chapa pela reeleição, como candidato a vice. O ponto mais polêmico, e que tem gerado mais comentários nas redes sociais, é quando Délio denuncia supostas obras “eleitoreiras” de Lacerda. “Pode escrever aí: semana que vem ele vai fazer um buraco na Praça 7 e falar que começou a sondagem para o metrô”. Coincidência ou não, o tal buraco de fato foi feito em plena campanha eleitoral, acompanhado de uma placa na qual se lê “execução de sondagens”, acompanhada de outra: “O metrô é a solução”. Assista abaixo ao vídeo:



O sucesso do vídeo se dá pela contundência das afirmações do deputado do PV, o que causou espanto a muita gente que não conhecia suas posições políticas antes da adesão a Lacerda. Na época da mudança, Délio alegou à imprensa que estava mudando de lado porque o PT teria abandonado a PBH. “Quem estiver contra o PT, conta comigo”.

Em 2008, no segundo turno envolvendo Lacerda e o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), um vídeo postado inicialmente na internet também roubou a cena. Daquela vez, era uma ficção, mas o resultado foi bombástico: com milhares de visualizações, todos se divertiam com as imitações do humorista Tom Cavalcante, em paródias que lembravam o jeitão caipiria de Quintão e sua suposta falta de propostas para BH (assista aqui). O assunto é polêmico, mas muita gente acredita que os vídeos do humorista foram fundamentais para convencer o eleitorado da capital mineira a votar em Marcio Lacerda.

Não se sabe o real efeito que o vídeo com Délio Malheiros terá sobre o eleitor - se é que terá algum. No campo petista, há certo otimismo com o último Datafolha, que mostrou redução na diferença entre Lacerda e Patrus Ananias, e principalmente com as últimas sondagens internas - uma delas teria mostrado Patrus ligeiramente à frente do candidato à reeleição. As informações são do Minas 247.

Assista também ao vídeo de Tom Cavalcante:





quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Folha tenta manipular eleitor mineiro a favor de Aécio Never

Folha abduz Lula em Minas

Folha substituiu na edição de Minas a foto de Lula-Patrus por duas, de Clint Eastwood e Obama. 


Sugestão da blogueira suja Maria Frô:

Folhice: Folha esconde Lula ao lado de Patrus na versão mineira do jornal



Por: Leonardo Severo, no blog Pensatempo

Mesmo sem querer, a Folha de S.Paulo do último sábado abriu o mês de setembro dando uma inigualável contribuição ao debate sobre a relação liberdade de imprensa e de expressão, estampando a imperiosa necessidade da democratização dos meios de comunicação.

Ao omitir da capa para os (e)leitores de Minas Gerais a foto do presidente Lula ao lado de Patrus Ananias, candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo PT, o jornal da tucanalha paulista dá sequência às suas inconsequências e incontinências.

Para os demais estados, a foto do ex-presidente soltando o verbo caia bem, era notícia que se vende sem maiores contraindicações, já que não impacta diretamente as urnas do aliado alado. Para o povo das Alterosas, a bicada é mais embaixo.

A bem da verdade, conforme denunciou o secretário de Formação da Central Única dos Trabalhadores, José Celestino Lourenço (Tino), que adquiriu no aeroporto as duas edições, a Folha que chegou a Minas Gerais também omitia o texto sobre a participação de Lula e não fazia – obviamente – qualquer referência à candidatura contrária aos interesses do tucanato mineiro.

Assim, livre para voar e invisibilizar, a Folha substituiu na edição de Minas a foto vertical de Lula-Patrus por duas horizontais: de Clint Eastwood com uma cadeira vazia e outra de Obama de costas.

Não é de hoje a reflexão – e a denúncia – de como funciona o balcão de negociatas em que se converteu a distribuição de publicidades oficiais para garantir que as neves reacionárias e cambaleantes sejam degeladas em outras terras. É sempre bom ver para crer. Reforça a compreensão da necessidade do processo de depenagem, agora, das aves de mau agouro. E o compromisso de virarmos a página.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Jornal O Tempo censura texto de colunista sobre Patrus Ananias

Do Vi o Mundo

Jornal mineiro censura coluna de Fátima Oliveira sobre Patrus Ananias

publicado em 10 de julho de 2012 às 13:08

Beagá merece Patrus mais uma vez: o que é bom vale repetir

por Fátima Oliveira

Médica – fatimaoliveira@ig.com.br


Patrus é um prefeito inesquecível no imaginário popular belo-horizontino. É raro o dia em que alguém não fale “No tempo do Patrus”… “Se fosse Patrus o prefeito”… Conversas num pronto-socorro entupido de gente em macas dias e dias a espera de um leito que teima em não aparecer…

O que povo fala sobre Patrus prefeito, do que significou e fez diferença em suas vidas, evidencia que ele “carrega o selo de mito fundador, com poder de convencimento político que ainda arrebata corações e mentes” e também revela um capital político inconteste daquele que foi considerado o melhor gestor do SUS no Brasil, pois reformatou a atenção à saúde em Beagá de tal modo que a incompetência e o descompromisso de alguns que vieram depois não conseguiram destruir os alicerces da atenção à saúde estabelecida na gestão Patrus: o lastro do acesso universal como direito.

Eu disse em “Memória, compromisso e via-crúcis: do ‘Resgate’ ao Samu” que Patrus é pai do Resgate e avô do Samu. “Lembra do ‘Resgate’? Vou contar. É de onde foi parido o Samu 192 (marca Governo Lula, 2003). Lembra de Belo Horizonte sem ‘Resgate’? Nem vale a pena.

Em 1995, o prefeito Patrus Ananias, do alto de sua incomensurável sensatez humanista, entendeu que uma cidade do porte da nossa não poderia prescindir de um serviço público móvel para as urgências médicas e depender apenas do trabalho abnegado do Corpo de Bombeiros. Era convicto que a ressurreição da atenção digna à saúde exigia desatar aquele nó. Foi uma sacada de mestre! E colocou gente para correr atrás, ver experiências mundiais. Não ficou contando tostão por tostão. Decidiu ter uma política assim, custasse o que custasse”. Assim nasceu o Resgate: “ideia pioneira no Brasil, modelo para o Samu 192 em âmbito nacional”. (TEMPO, 02.03.2010).

Escrevi em “Equidade para as duas Beagás: mais para quem precisa de mais” que “Sabemos que ser belo-horizontino é um estado mental” e filosofava: “Nada mais instigante do que as eleições municipais para desencadear em mim o pensar e pensar. Porém, o caráter sui generis de alguns fatos da política mineira desafiam meus neurônios. Que bicho surgirá do cruzamento do ‘jeito petista de governar’ com o ‘choque de gestão’? Como duas vias tão díspares de administrar bens públicos poderão ampliar a cidadania? Quando da escolha de um prefeito ou uma prefeita, o que faz sentido é indagar o que queremos da futura administração da cidade”.  (O TEMPO, em 16.09 2008).

Mas “Aécio e Pimentel queriam apoiar um candidato que aprofundasse a relação entre a prefeitura e o governo estadual. ‘O objetivo era dar um caráter mais técnico e profissional’”, disse em recente entrevista o atual prefeito (O TEMPO, 07.07.2012).  Entenderam agora por que votei nulo? Ai, meus sais! E desde quando ser prefeito é isso?

Escrevi em 2008, mas vale para 2012: “Digo, com esperanças renovadas, que a gestão Patrus demonstrou em palavras e atos que priorizava a busca de soluções para os problemas mais prementes da cidade, em áreas nas quais as políticas sociais fazem a diferença, notadamente na educação, saúde, saneamento básico, habitação e alimentação dignas e saudáveis. Sobretudo, comprometida com as duas Beagás, considerando que o caminho da cidadania implicava em diminuir o fosso que separa uma da outra, adotando a equidade: mais para quem precisa mais”.

A manchete “Patrus Ananias dá novo rumo à eleição em BH” primou pela precisão, pois o que Beagá precisa é de mais uma dose de Patrus. Vale repetir!

NOTA DA AUTORA:

Artigo enviado ao jornal OTEMPO para publicação em minha coluna semanal na página de Opinião às terças, e não publicado!

Às 11:41, de 10/07, encontrei no jornal impresso, no espaço destinado à minha coluna (OPINIÃO, página 20): “A médica Fátima Oliveira deixa de escrever hoje, excepcionalmente, neste espaço”.

Escrevo em O TEMPO, semanalmente, desde 02 de abril de 2002, a minha primeira crônica foi “Muito prazer”;

1. Já tive uma crônica censurada, porém considerei que os argumentos eram pertinentes e protetores, pois realmente escrevi algo que daria um processo que de certeza eu perderia na Justiça: eram opiniões pessoais minhas sobre uma figura forte do governo Aécio, na qual nenhuma pessoa votou, com poder de mando em tudo;

2. Uma crônica foi rejeitada sob o argumento que o jornal tem por princípio não publicar defesas de “luta armada” (eu não sabia, mas respeitei o princípio), a referida crônica originalmente intitulada: “Expropriar bens surrupiados é ato político de justiça de classe” foi publicado no VIOMUNDO: Fátima Oliveira e a campanha insidiosa, em 18.10.2010.

3. Hoje não foi publicada uma crônica na qual declaro voto a Patrus Ananias (Beagá merece Patrus mais uma vez: o que é bom vale repetir), num escrito em que cerca de 90% já foi publicado em O TEMPO em outros artigos que mencionei no texto atual.

*****

Sobre Patrus Ananias e eleições municipais em BH, da autoria de Fátima Oliveira e publicado em O TEMPO:

Eqüidade para as duas Beagás: mais para quem precisa mais  (16.09.2008)

O segundo turno na capital: “Nem mé, nem cabaça” (14.10.2008)

Memória, compromisso e via-crúcis: do “Resgate” ao Samu  (02.03.2010)