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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Deputado Aecista insulta Servidores em Greve em MG

Deputado tucano destrata trabalhadores da Educação

O Deputado Estadual de MG, Zé Maia do PSDB insultou os Servidores insinuando que estes servifores poderiam estar sob influencia de substância "estranha". O que é isso deputado? Recentemente tivemos o caso de recusa do bafômetro por parte de Aécio Neves. Agora o "nobre" deputado vem com essa. Pó pará deputado!

Fonte: Minas Sem Censura


Deputado tucano destrata trabalhadores da Educação em greve e inviabiliza audiência que discutiria a imensa dívida mineira

A audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira Orçamentária (CFFO) para debater a dívida do Estado com a União que ocorreria hoje na Assembleia não foi realizada. Um grande grupo de representantes da educação, sob a liderança da presidente do SindUte, Beatriz Cerqueira, ocupou o local em protesto contra a falta de negociação do governo estadual com a categoria. Ao invés de, democraticamente, recepcionar os manifestantes, o deputado tucano-aecista José Maia partiu para agressões gratuitas às professoras e professores presentes.
                               
Chamando-os de desiquilibrados, sem educação e despreparados, o deputado aecista praticamente insuflou os manifestantes contra a audiência.

Zé Maia (PSDB), não abriu diálogo com a classe, nem permitiu que o líder do bloco “Minas sem Censura”, deputado Rogério Correia (PT), conversasse com os professores em torno de um entendimento para que a reunião prosseguisse. Os manifestantes acusaram o presidente de “ditador” e não cessaram os protestos com palavras de ordem como “Censura em Minas”, ao se referirem à interrupção da transmissão da TV Assembleia, que foi retirada do ar. Quase duas horas depois, sem entendimento, os líderes da oposição acionaram o presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), que abriu o diálogo e recebeu os deputados do bloco de oposição e todos os educadores no salão nobre da Assembleia. A reunião da CFFO foi esvaziada, pois até os representantes das secretarias da Fazenda e Planejamento se retiraram. Ministros, senadores e secretários estaduais convidados não deram as caras.

No salão nobre, o presidente Dinis Pinheiro, ao lado dos deputados oposicionistas e do presidente da Comissão de Educação, deputado Bôsco (PTdoB), ouviu as reivindicações dos servidores da educação que estavam acompanhados de representantes do SindSaúde e do Ipsemg; também em greve. Dinis prometeu levar as questões ao governador Anastasia, mas jogou maior responsabilidade sobre as negociações na Comissão de Educação. Ao falar, o deputado Bôsco afirmou que um diálogo já existe, mas causou surpresa aos presentes ao informar que o governador Anastasia estaria viajando em caráter particular. “Como um governador viajar a passeio, e para o exterior, em plena greve de quatro categorias [educação, saúde, IPSEMG, segurança pública]?, questionou um deles.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

SP: Governo Tucano aprova privatização de 25% dos leitos do SUS

Deputados de SP aprovam reserva de 25% dos leitos do SUS para planos de saúde

Para médicos, psicólogos e demais profissionais da saúde, medida vai reduzir atendimento do SUS no estado de São Paulo

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 22/12/2010


São Paulo - O governo do estado de São Paulo conseguiu aprovar, por 55 votos a favor e 18 contra, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 45/2010. O texto destina 25% dos leitos de hospitais públicos de alta complexidade, além de outros serviços hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), a pacientes particulares e de convênios médicos privados. O PLC foi à votação na noite da terça-feira (21) e enfrentou a oposição dos deputados do PT e do PSOL. Das galerias, servidores da saúde também protestaram contra a medida.

Apesar de ter sido aprovado no final de 2009, o projeto foi vetado pelo então governador José Serra (PSDB) após repercussão negativa entre entidades médicas e a ameaça de intervenção do Ministério Público caso o plano fosse aprovado. No final de novembro, o governador Alberto Goldman (PSDB), que substitui Serra desde abril, voltou a apresentar o projeto em regime de urgência.

Em mensagem à Assembleia Legislativa de São Paulo, Goldman justificou que a medida vai permitir a cobrança de serviços especializados de saúde de planos privados. "Essa parcela (40% da população do estado) se utiliza rotineiramente do atendimento das unidades estaduais especializadas (...). Não é adequado que as unidades não possam realizar a cobrança do plano que os pacientes têm", justificou o governador.
Críticas

Para os deputados de oposição e representantes da área médica, na prática a destinação de 25% dos leitos e serviços hospitares do SUS à empresas de medicina privada vai significar a redução do atendimento nas unidades públicas e criar duas filas para atendimento.

"Evidentemente que criará uma triagem para que haja mais leitos para o sistema privado dentro do sistema que já é precário", antevê Fausto Figueira, presidente da Comissão de Saúde e Higiene da Alesp.

Figueira também descarta a ideia de que o projeto vai possibilitar a cobrança dos planos de saúde por serviços do SUS. "Essa desculpa de criar lei para conseguir cobrar dos planos o que é utilizado no serviço público é uma falácia. Já existe legislação estadual e federal para isso", aponta o parlamentar.

Para o presidente do Sindsaúde-SP, Benedito Augusto de Oliveira (Benão), a medida é inviável porque não há como regulamentar a separação de leitos do SUS, para pacientes do sistema público e de empresas privadas.

"É impossível operacionalizar (essa proposta)", aponta. "Leito não é uma coisa estática. Cada dia, cada semana há um número à disposição", esclarece. "A pessoa está doente e você vai dizer a ela que ficou nos 26% e são só 25%. Isso é um crime. O contrário também em relação aos 75%", elabora. Para o dirigente sindical, o governador de São Paulo promove uma "antipolítica".

De acordo com o PLC aprovado, a definição das unidades que poderão ofertar serviços a pacientes particulares ou usuários de planos de saúde privados e demais condições para operacionalização da medida serão realizados pela Secretaria Estadual da Saúde.